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Algumas dicas para o relacionamento

Page history last edited by PBworks 5 years, 5 months ago

 

 

 

Há receita de como manter um relacionamento?

 

Existem estudos, mas é como receita para emagrecer: fácil de falar e difícil de fazer.

 

 

 

 

Primeiro passo: deve-se escolher bem o parceiro, pois há coisas que não mudam. Por isso não dá para namorar pouco tempo porque assim casa-se com uma pessoa idealizada. Tem um ditado que diz que o amor é míope e o namoro ou casamento, um par de óculos.

 

Segundo: o relacionamento deve propiciar mais benefícios que custos. Se a pessoa é carinhosa, se ouve, se te incentiva, atrai, seu nível econômico, etc. E os custos: se é exigente, chata, cobradora, ficou feia, desleixada, indolente, se não apóia o outro. Para cada custo tem que ter cinco benefícios. Então, que as pessoas pensem nisso: quanto de custo ela leva de um parceiro e quanto de benefício.

 

Terceiro princípio: em qualquer relacionamento, sempre há uma alternativa fora ou dentro da relação. O fora pode ser outra pessoa ou ficar só. Às vezes é melhor ficar só que mal acompanhado.

 

Quarto conselho: é preciso haver investimento. Pensar em médio e longo prazo, não no toma lá dá cá. A fórmula do casamento é na alegria e na tristeza. A divisão de tarefas é uma boa. Deixar de ser eu e tu e se transformar em nós.

 

Quinto: é preciso estar atento às barreiras, tanto externas e quanto internas. As externas têm diminuído, e esse é o grande fator que aumentou as separações. Antes a mulher não tinha recursos econômicos, agora tem, por isso tolera muito menos injustiças. O sexo foi separado da procriação. Já as barreiras internas são os valores, a ética e a sensibilidade para não querer fazer o outro sofrer.

 

Concluindo: tem que cuidar de todos esses cinco fatores para manter o relacionamento.

 

BOM HUMOR NOS RELACIONAMENTOS

 

Será que é essencial? Ficar sério não é natural depois de anos de rotina?

 

Em primeiro lugar, é bom estabelecer o que seja rotina (vide artigo sobre rotina nos relacionamentos): longe de ser uma desgraça que acomete todos os "velhos" relacionamentos, é uma forma bastante importante de estruturar a vida de qualquer um.

Prestar atenção às picuinhas, e dar importância aos mínimos detalhes falhos do outro, isso sim, é deletério para o relacionamento! Maximizar os defeitos do outro é massacrar o cotidiano.

Estudos sérios no campo da psiconeuroimunologia sobre envelhecimento dão conta que o sistema imunológico humano sofre influência do stress a que nos submetemos inclusive na juventude: uma risada SINCERA (com maiúsulas) é libertadora e sinal de afetividade sadia. Um velho sadio é aquele com menos doenças. Aliás, a afetividade patológica é o que mais tem complicado a vida das pessoas: prestar atenção, como disse antes, aos defeitos, e deixar de lado o miolo, a substância, o que mais interessa... Viver mais não significa viver melhor, automaticamente. Temos que colocar esforço nessa empreitada!

Você pode fazer um teste muito interessante, que recomendo a meus leitores e ouvintes: olhe-se no espelho: imagine que você carrega, onde quer que vá, uma mochila nas costas. Essa mochila vai ab-so-lu-ta-men-te a TODOS os lugares com você.

O QUE VOCÊ LEVA NELA??

Bom humor? Amor? inteligência?

Mau humor? Detalhismo inútl? Dinheiro?

(e aliás, será que já inventaram caixão com bolsos? Que eu saiba, só com alças, e para isso, você tem que ter AMIGOS para carregar você...).

Viktor Frankl, refletiu sobre o que é essencial ( e isso vale a pena levar, sim, mochila): encontrar SENTIDO para a própria vida. O resto... bem o resto é bobagem.

Encontrar sentido para o próprio rir realimenta a cadeia de humor perdido...

A noção de CONDIÇÃO HUMANA precisa ser recuperada também em nossos relacionamentos amorosos: somos seres bio-psico-sociais, e queremos isso também no campo da afetividade. Somos agentes de nossa própria condição, e isso não é pouco...

A RISADA - é só uma expressão explícita de bom humor. Você não precisa rir à toa, a menos que ganhe sozinho na mega sena. O que todos nós precisamos é ter um bom humor atávico, interno, que emane de dentro para fora; precisamos levar alegria a onde formos; precisamos sorrir ao ver os detalhes do cotidiano. E lembrar que, na nossa vida, vale a pena mesmo é lutar para ser feliz; sentado na cadeira do barbeiro, tomando café-da-manhã, dando um beijo de até logo para o companheiro(a)...

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